Geraldo poderá ser candidato pelo PT, mas o cenário é bastante complicado

Geraldo poderá ser candidato pelo PT, mas o cenário é bastante complicado

A reunião do diretório estadual do PT, programada para o próximo fim de semana, definirá os critérios para a política de alianças do partido para 2016.  Fontes ligadas à executiva afirmaram ao BA24Horas que a legenda não deve barrar a candidatura de filiados, mas indicará o apoio a quem estiver melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto, considerando os candidatos de partidos da base de sustentação do governador Rui Costa.

Essa determinação valerá inclusive para as 35 maiores cidades, nas quais o diretório estadual se coloca como árbitro da sucessão municipal. No caso de Itabuna, isso significa que o ex-prefeito e ex-deputado Geraldo Simões, caso deseje, poderá ser candidato pelo PT. Mas a máquina do governo do estado poderá trabalhar para outro nome da base – por exemplo, o prefeito Claudevane Leite (PRB) -, desde que ele apresente maiores chances de vitória.

Sem discurso de vítima – A mesma fonte afirma que a decisão de deixar o caminho livre para a candidatura de Simões visa evitar que o ex-deputado faça discurso de que é vítima de perseguição do próprio partido. Ainda assim, os próprios petistas avaliam que a apresentação de mais de um nome do campo de centro-esquerda na sucessão itabunense facilitará a investida do campo adversário, onde  desponta como favorito o deputado estadual Augusto Castro (PSDB).

Simões provavelmente desconfia das dificuldades que enfrentará como candidato petista em tal cenário. Tanto que tem conversado com lideranças de direita e há quem cogite a possibilidade de sua saída do PT até mesmo para uma legenda de oposição ao governo Rui Costa. Apesar de ter construído toda a sua carreira política dentro do partido, as mágoas do ex-deputado com os caciques estaduais podem encerrar uma militância de mais 30 anos.

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