É bastante conhecida em política a máxima de que “os números não mentem”. Portanto, abstraídas as paixões e preferências que muitas vezes costumam contaminar as análises do cenário, é fundamental concentrar-se na matemática.

Certo que é cedo para prognósticos eleitorais, mas nem por isso a “fotografia” deve ser desprezada. E um dos detalhes da imagem obtida pelo sociólogo Agenor Gasparetto, da Sócio Estatística, em pesquisa realizada entre os dias 16 e 18 passados, em Itabuna, é o de que  a avaliação do governo itabunense vai de mal a pior.

Nada menos que 66% dos 900 entrevistados classificam a gestão do prefeito Claudevane Leite como ruim ou péssima. Quando perguntados sobre a forma do chefe do executivo governar, 74,8% afirmam desaprová-la. É um número altíssimo, que revela decepção generalizada e o desencanto de quem se sente frustrado, depois de depositar toda a sua fé em um prefeito que vendeu a imagem da mudança.

Combinada com a reprovação crescente à política e aos ocupantes do poder, de Tabocas a Brasília, o mau humor do itabunense favorece pré-candidatos de oposição e, como é de se imaginar, cria barreiras dificílimas para nomes associados ao(s) governo(s).

Por impedimentos da legislação eleitoral, fiquemos por aqui, limitados aos índices relativos à gestão, sem adentrar nos números referentes à futura disputa de 2016. De qualquer modo, ainda é cedo… Mas para alguns talvez seja tarde demais!

Related Post