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:: ‘corrupção’

STF ABRE INQUÉRITO CONTRA MINISTRO DA AGRICULTURA BLAIRO MAGGI

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi foi acusado pelo seu ex-vice e sucessor no governo do Mato Grosso. Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Reuters

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito contra o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sob a acusação de liderar uma organização criminosa responsável por um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos nos dois mandatos em que esteve à frente do governo de Mato Grosso (2003-2010).

O pedido de investigação foi requerido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na “megadelação” premiada feita por Silval Barbosa, também ex-governador do Estado, que foi vice de Blairo Maggi (2007-2010). :: LEIA MAIS »

PF INVESTIGA CORRUPÇÃO DE SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (16) a Operação Lucas, que investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento e empresas fiscalizadas.

Cerca de 120 policiais federais cumprem 62 mandados judiciais, sendo 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão nos estados de Tocantins, Pará, São Paulo e Pernambuco, além do bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis nos valores de R$ 2,2 milhões.

A investigação começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidas em processos administrativos, por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas.

A PF apurou, por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, que a Chefe de Fiscalização do Ministério, à época dos fatos, recebia de empresas fiscalizadas valores mensais para custear despesas familiares. Apenas em sua conta pessoal a investigação identificou a diferença de mais de 200% do declarado em seu imposto de renda. Também foi detectado que o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 3 milhões, entre os anos de 2010 a 2016.

As pessoas investigadas, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão.

O nome da operação faz referência à passagem Bíblica do livro de Lucas que diz: “Não peçais mais do que o que vos está ordenado” e “A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo”.

LAVA JATO PROCESSA PP E MEMBROS DO PARTIDO, ENTRE ELES DEPUTADOS BAIANOS

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Mário Negromonte, Negromonte Jr e Roberto Britto na mira da Lava Jato.

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba ajuizou, no dia 22 de março, uma ação de civil pública contra o Partido Progressista (PP), por atos de improbidade administrativa. Também são processados membros do partidos, incluindo três deputados baianos.

Os alvos são os deputados federais Nelson Meurer (PP-PR), Mário Negromonte Júnior (PP-BA), Arthur Lira (PP-AL), Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA); além dos ex-deputados federais Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT), João Pizzolatti (PP-SC) e Mário Negromonte (PP-BA), e João Genu, ex-assessor parlamentar do falecido deputado federal José Janene.

A Lei 8.429/92 prevê, basicamente, três tipos de atos de improbidade, com diferentes sanções: os que importam enriquecimento ilícito, os que causam dano ao Erário e aqueles que atentam contra princípios da administração pública.

Na ação proposta, foi descrito o funcionamento de dois esquemas de desvios de verbas da Petrobras, um envolvendo contratos vinculados à Diretoria de Abastecimento, e outro referente aos benefícios obtidos decorrentes da atuação da Diretoria de Abastecimento em prol dos interesses da Braskem, empresa do Grupo Odebrecht, especialmente no contrato de comercialização de nafta entre a estatal e a referida empresa petroquímica. Essas atividades ilícitas foram enquadradas nas três modalidades de improbidade, mas o MPF pede que sejam aplicadas as sanções mais graves, referentes às situações que geram enriquecimento ilícito, e subsidiariamente as demais sanções.

EMPRESAS “MAQUIAVAM” CARNE VENCIDA E SUBORNAVAM FISCAIS DE MINISTÉRIO, DIZ PF

Esquema descoberto pela PF envolvia os principais frigoríficos. Fonte: Reprodução

Esquema descoberto pela PF envolvia os principais frigoríficos do país. Foto: Reprodução

Agência Brasil

Ao longo das investigações que culminaram na Operação Carne Fraca, deflagrada hoje (17) de manhã, a Polícia Federal (PF) descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas, então, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

“Tudo isso nos mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva no fim da manhã, na sede da PF em Curitiba. Também participaram da coletiva o superintendente da corporação, Rosalvo Ferreira Franco, o delegado Igor Romário de Paula e o auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Algumas das maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira da operação, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão. A Justiça Federal no Paraná (JFPR) determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas, que também são alvo de parte dos mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba. :: LEIA MAIS »

LAVA JATO COMPLETA TRÊS ANOS COM 260 ACUSADOS CRIMINALMENTE

Polícia Federal chega à sede da Construtora Odebrecht, na 23ª fase da Operação Lava Jato. Foto: Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil

Polícia Federal chega à sede da Construtora Odebrecht, na 23ª fase da Operação Lava Jato. Foto: Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil

Agência Brasil

Nesta sexta-feira (17), a maior operação de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro do país completa três anos. Tudo começou com quatro investigações da Polícia Federal: Dolce Vita, Bidone, Casablanca e Lava Jato. As três primeiras são nomes de filmes clássicos, escolhidos de acordo com o perfil de cada doleiro investigado. A última fazia referência a uma lavanderia e a um posto de combustíveis em Brasília, que eram usados pelas organizações criminosas. Desde então, já se foram 38 fases da Operação Lava Jato. Nesse período, os investigadores apuraram fatos relacionados a empreiteiras, doleiros, funcionários da Petrobras e políticos.

De acordo com dados do Ministério Público Federal no Paraná atualizados em fevereiro, foram 57 acusações criminais contra 260 pessoas, sendo que em 25 já houve sentença por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e tráfico transnacional de drogas. Até agora, a Lava Jato conseguiu recuperar R$ 10 bilhões aos cofres públicos, entre valores que já foram devolvidos ou estão em processo de recuperação.

Para o procurador da República Diogo Castor, que faz parte da força-tarefa, a operação começou a mudar a ideia de que crimes do colarinho branco ficam impunes. “A Lava Jato democratizou a Justiça Criminal, demonstrou como deve ser uma Justiça Criminal eficiente, uma coisa que o brasileiro não está acostumado. O povo está acostumado ao setor público ineficiente em todas as esferas, desde o Judiciário, Legislativo, Ministério Público. A Lava Jato é a única coisa que deu certo no sistema de Justiça Criminal no Brasil”, avalia. :: LEIA MAIS »

PF DEFLAGRA 26ª FASE DA OPERAÇÃO LAVA JATO

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Nova fase da Lava Jato tem Odebrecht como alvo.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (22) a 26ª fase da Operação Lava Jato intitulada Operação Xepa. Cerca de 380 Policiais Federais cumprem 110 ordens judiciais na Bahia e em mais oito estados.
Estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 04 mandados de prisão preventiva.

A Operação Xepa é um desdobramento da 23ª fase (Operação Acarajé) tendo em vista que, em decorrência da análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela Grupo Odebrecht, destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas.

O material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo Odebrecht, nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado empresarial. Há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos.

Os investigados responderão, dentre outros, pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos. Os investigados conduzidos coercitivamente serão ouvidos em suas respectivas cidades, enquanto os presos serão trazidos nesta data para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

SUÍÇA TRANSFERE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL CONTRA EDUARDO CUNHA

Cunha poderá investigado e processado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Cunha poderá investigado e processado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil, nesta quarta-feira (30) os autos da investigação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A transferência da investigação criminal foi feita por meio da autoridade central dos dois países (Ministério da Justiça) e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aceitou a transferência feita pelo MP suíço.

As informações do MP da Suíça relatam contas bancárias em nome de Cunha e familiares. As investigações lá iniciaram em abril deste ano e houve bloqueio de valores.

Os autos serão recebidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e posteriormente serão remetidos à PGR. Por ser brasileiro nato, Eduardo Cunha não pode ser extraditado para a Suíça. O instituto da transferência de processo é um procedimento de cooperação internacional, em que se assegura a continuidade da investigação ou processo ao se verificar a jurisdição mais adequada para a persecução penal.

Com a transferência do processo, o estado suíço renuncia a sua jurisdição para a causa, que passa a ser do Brasil e de competência do Supremo Tribunal Federal, em virtude da prerrogativa de foro do presidente da Câmara. Este é o primeiro processo a ser transferido para o STF a pedido da Procuradoria-Geral da República e o segundo da Operação Lava Jato. A primeira transferência de investigação foi a de Nestor Cerveró para Curitiba.

PARLAMENTARES ENTREGAM A PROCURADOR PEDIDO DE AFASTAMENTO DE EDUARDO CUNHA

Agência Brasil

Parlamentares do PSOL, PDT, PT e PSB entregaram hoje (3) ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedido para que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seja afastado da função caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite denúncia apresentada contra o deputado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR denunciou Cunha por corrupção e lavagem de dinheiro.

No documento entregue a Janot, os congressistas afirmam que Cunha usou “requerimentos próprios da atividade típica de fiscalização dos atos do Poder Executivo, de que dispõem todos os parlamentares, para pressionar pelo reestabelecimento de vantagens indevidas”.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o pedido foi fundamentado no entendimento de que também se aplica ao presidente da Câmara, por ser o terceiro na linha sucessória da Presidência da República, o afastamento do cargo previsto no Artigo 86 da Constituição Federal para o chefe do Executivo, em caso de recebimento de denúncia no STF.

“É uma representação mobilizada pelo dispositivo constitucional segundo o qual o presidente da República não pode ser réu em ação no Supremo Federal e, sendo necessário seu afastamento por pelo menos 180 dias até, neste prazo, ocorrer seu julgamento. Como o presidente da Câmara é o terceiro na linha sucessória, esse dispositivo se aplica a ele”, explicou Randolfe. :: LEIA MAIS »

PROTESTOS DO DIA 16 VÃO POUPAR CUNHA E FOCAR EM IMPEACHMENT, DIZEM LIDERANÇAS

Apesar de suspeita de envolvimento em corrupção, Cunha é tido como aliado por líderes de movimentos anti-PT. Foto: Reuters

Apesar de suspeita de envolvimento em corrupção, Cunha é tido como aliado por líderes de movimentos anti-PT. Foto: Reuters

BBC

Os três principais movimentos que lideram os protestos anticorrupção – Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados Online e Vem Pra Rua – não se deixam distrair pelo risco de serem criticados por uma suposta “indignação seletiva”. O objetivo das manifestações convocadas para este domingo será essencialmente um: derrubar a presidente Dilma Rousseff .

Nem mesmo os recentes relatos de delatores do esquema de corrupção da Petrobras de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teria recebido R$ 5 milhões de propina, fazem os líderes dos protestos titubearem.

O peemedebista é visto como um aliado na implementação de um processo de impeachment e por isso deve ser poupado no dia 16. É Cunha quem tem o poder de decidir pôr em votação na Câmara um pedido de impeachment da presidente. :: LEIA MAIS »

MPF E MP APRESENTAM PROJETO “10 MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO” EM ILHÉUS

campanha_mpfO Ministério Público Federal (MPF) em Ilhéus/BA e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA) realizam, nesta quinta-feira (13), um evento para divulgação da campanha nacional “Dez medidas contra a Corrupção”. O evento, aberto ao público, acontecerá a partir das 19h, no auditório da Faculdade de Ilhéus.

O evento apresentará as 10 medidas contra a Corrupção à sociedade e contará com a presença dos procuradores da República do município de Ilhéus Tiago Rabelo, Cristina Melo e Gabriel Pimenta, e de promotores de Justiça, além da participação de autoridades e entidades da sociedade civil. Na ocasião, também se fará exposição sobre o tema “Corrupção e Controle Social”.

Para o procurador da República Tiago Rabelo, “a participação popular é essencial para alcançarmos o número necessário de assinaturas com o objetivo de encampar importante iniciativa visando a redução dos alarmantes índices de corrupção e impunidade no país”.

São apresentados 20 anteprojetos de lei encaminhados ao Congresso Nacional, propondo mudanças legislativas para quebrar o círculo da corrupção no Brasil. A sociedade é chamada a apoiar e defender essas medidas a fim de que o congresso promova as alterações estruturais e sistêmicas necessárias para prevenir e reprimir a corrupção de modo adequado. As propostas de mudanças legislativas começaram a ser desenvolvidas pela Força-Tarefa Lava Jato em outubro de 2014 e foram analisadas pela Procuradoria-Geral da República em comissões de trabalho criadas em 21 de janeiro deste ano.

As medidas buscam, entre outros resultados, agilizar a tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais, instituir o teste de integridade para agentes públicos, criminalizar o enriquecimento ilícito, aumentar as penas para corrupção de altos valores, responsabilizar partidos políticos e criminalizar a prática do caixa 2, revisar o sistema recursal e as hipóteses de cabimento de habeas corpus, alterar o sistema de prescrição, instituir outras ferramentas para recuperação do dinheiro desviado.

BLATTER RENUNCIA À PRESIDÊNCIA DA FIFA E CONVOCA NOVA ELEIÇÃO

Presidente da Fifa Joseph Blatter renuncia após 17 anos à frente da entidade. Foto: REUTERS

Agência Reuters

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, renunciou ao cargo nesta terça-feira, 2, quatro dias após ser reeleito para um quinto mandato, e disse que uma nova eleição será realizada o mais rápido possível.

Blatter, de 79 anos, anunciou a decisão em entrevista coletiva em Zurique dias após uma operação do FBI que resultou na prisão de dirigentes do esporte, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

O suíço foi reeleito depois de seu único concorrente, o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein, retirar seu nome da disputa após perder na primeira rodada de votação.

“Eu considerei amplamente minha presidência e pensei sobre a minha presidência e os últimos 40 anos da minha vida”, disse Blatter, falando em francês, em entrevista coletiva.

“Esses anos foram ligados muito proximamente à Fifa e a esse esporte maravilhoso que é o futebol. Eu aprecio e amo a Fifa mais do que qualquer coisa e só quero o melhor para o futebol, a Fifa e a nossa instituição”, acrescentou.

“Eu decidi concorrer novamente porque estava certo de que essa era a melhor opção para o futebol. Apesar de os membros da Fifa terem me dado um novo mandato, esse mandato não parece ter o apoio de todos no mundo. É por isso que irei convocar um congresso extraordinário a ser realizado o mais rápido possível, para a eleição de um presidente para me suceder.”

CPI PARA INVESTIGAR CBF É CONFIRMADA NO SENADO

O senador Romário (PSB-RJ) defende uma 'devassa' na CBF. Foto: Divulgação

O senador Romário (PSB-RJ) defende uma ‘devassa’ na CBF. Foto: Divulgação

O Senado confirmou nesta sexta-feira, 29, a criação da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o comitê organizador local da Copa do Mundo FIFA 2014. A instalação dependerá da indicação dos integrantes pelos partidos.

O requerimento, com 53 assinaturas, foi protocolado pelo senador Romário (PSB-RJ) na quarta-feira, 27, e o prazo máximo para retirada de algum nome encerrou à meia-noite desta quinta, 28.

De acordo com o parlamentar, as investigações vão abrir a caixa preta da CBF. “Este é o momento oportuno para fazermos uma devassa na CBF”, afirmou.

Os líderes partidários têm agora cinco dias para indicar os senadores que integrarão o colegiado, o que leva em conta o cálculo de proporcionalidade das bancadas e partidos no Senado.

A comissão terá 180 dias para investigar possíveis irregularidades em contratos feitos para a realização de partidas da Seleção brasileira de futebol, de campeonatos organizados pela CBF, assim como para a realização da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo de futebol de 2014.

OPERAÇÃO NA SUÍÇA PRENDE MARIN E MAIS SEIS DIRIGENTES DA FIFA

Ex-presidente da CBF está entre os detidos na manhã desta quarta-feira

Ex-presidente da CBF está entre os detidos na manhã desta quarta-feira. Foto: GETTY

Reuters

A polícia suíça prendeu algumas das figuras mais poderosas do futebol mundial nesta quarta-feira, 27, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, como parte de uma investigação criminal sobre a escolha das sedes das próximas duas Copas do Mundo e outros casos de corrupção, provocando uma crise no esporte mais popular do mundo.

Além da investigação criminal suíça, pelo menos nove dirigentes do futebol e alguns executivos de marketing esportivo vão enfrentar possível extradição aos Estados Unidos para serem julgados por acusações de corrupção, em casos envolvendo mais de 100 milhões de dólares em subornos.

O suíço Joseph Blatter, chefe da organização multibilionária que governa o futebol mundial, não está entre os presos, mas as autoridades detiveram diversos membros abaixo dele na hierarquia da organização esportiva mais rica e poderosa do mundo.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, estão entre os presos o ex-presidente da CBF e ex-chefe do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 José Maria Marin, atual membro do comitê organizador do torneio olímpico de futebol da Fifa, e o atual vice-presidente e membro do comitê executivo da Fifa Jeffrey Webb.

As prisões, feitas por policiais à paisana, ocorreram durante a manhã em um hotel de luxo de Zurique, onde autoridades da Fifa estavam hospedadas para a eleição presidencial da entidade desta semana, em que Blatter é esperado para ganhar o quinto mandato.

Um indiciamento divulgado por uma corte federal em Nova York acusa os réus de extorsão, fraude eletrônica e conspiração para lavagem de dinheiro, como parte de um esquema que durou mais de duas décadas, de acordo com nota do Departamento de Justiça norte-americano. “A acusação alega que a corrupção é desenfreada, sistêmica e profundamente enraizada tanto no exterior como nos Estados Unidos”, disse a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, em nota.

EX-DEPUTADO LUIZ ÂRGOLO É TRANSFERIDO PARA PENITENCIÁRIA

Ex-deputados Luiz Ârgolo e Vargas (atrás) foram presos na 11ª fase da Operação Lava Jato. Foto: Divulgação

Ex-deputados Luiz Ârgolo e André Vargas (atrás) foram presos na 11ª fase da Operação Lava Jato. Foto: Divulgação

O ex-deputado estadual Luiz Ârgolo e mais quatro reús na Operação Lava Jato foram transferidos, na manhã desta terça-feira, 26, da carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, para uma penitenciária comum estadual, o Complexo Médico-Penal, em Pinhais (PR), região metropolitana de Curitiba.

Além de Ârgolo, os ex-deputados, André Vargas, Pedro Corrêa e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foram presos durante a 11ª fase da Operação Lava-Jato, que apura denúncias de desvio de dinheiro e corrupção na Petrobras, além de irregularidades em contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde.

Os investigados ficarão em celas de uma ala especial, destinada a pessoas com curso superior ou agentes de segurança que, mantidos isolados dos presos comuns por razões de segurança. No entanto, segundo o diretor do Complexo Médico Penal, Marcos Muller, eles serão submetidos aos mesmos procedimentos dos demais presos, incluindo revista.

Informações do Correio Braziliense

“EU JURO QUE NÃO SABIA DE NADA!”

pedro arnaldoPEDRO ARNALDO MARTINS

Ao ler a manchete “O PT roubou demais e se esgotou”, da recente entrevista do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a visão que me vêm à cabeça é da o saudoso Leonel Brizola (22.01.1922 – 21.06.2004), líder inconteste de uma geração de revolucionários, político honrado, homem de bem. Na citada visão, deparo-me com Brizola girando no túmulo discordando das afirmações de Lupi.

Ao afirmar que “a gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar”, o pedetista parece se contradizer. Pois, até onde se tem público o mesmo foi expurgado do ministério e, mesmo sendo o avalizador do atual ministro do Trabalho, Manoel Dias, não se pode dizer que a participação do ex-ministro no “governo corrupto” foi passiva aos muitos doces que adoçaram a boca de tantas crianças do governo e do Planalto.

As afirmações do ex-ministro do Trabalho levam a duas reflexões. A primeira, de que roubar pouco pode, desde que, também seja sócio da “fábrica de chocolate”. E a segunda, que parece que só agora o presidente nacional do PDT descobriu que o PT rouba, ou que isso só está acontecendo no governo Dilma, isentando o “naco” de responsabilidade de Lula. Daí, de imediato, lembra-me uma frase do ex-presidente Luiz Inácio: “eu não sabia de nada!”.

O que no mínimo se esperava após a entrevista era uma reação dos petistas às afirmativas de Carlos Lupi, seja uma indignação, seja uma posição mais firme contra o PDT, nesse momento em que o governo aventa uma redução dos ministérios, ou até mesmo uma cara feia. Nada! Parece que os membros do Partido dos Trabalhadores começam a perceber que a casa caiu. Perguntar não ofende: quem cala, consente?

 

Pedro Arnaldo Martins é presidente do Diretório do PMDB de Itabuna.




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