WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

:: ‘depoimento’

LULA NEGA ACORDOS ILÍCITOS COM ODEBRECHT E DIZ QUE PALOCCI MENTIU

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à Justiça Federal em Curitiba para prestar depoimento. Foto: Reuters/Rodolfo Buhrer

Reuters

Em seu segundo depoimento ao juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter feito qualquer acordo ilícito com a Odebrecht e afirmou que seu ex-ministro Antonio Palocci mentiu ao envolvê-lo diretamente na compra de um terreno pela empreiteira para o Instituto Lula, em troca de manter um bom relacionamento com o governo.

Demonstrando irritação em alguns momentos, Lula falou por cerca de duas horas nesta quarta-feira no processo em que é acusado de ter recebido vantagens ilícitas da Odebrecht, incluindo a compra de um imóvel para sediar seu instituto, em São Paulo.

“A única pessoa que falou comigo desse prédio foi o presidente do instituto, Paulo Okamoto. Nós já tínhamos visitado outros para alugar ou para fazer oferta de compra”, disse o ex-presidente. “Fui uma única vez e disse na hora ‘não me interessa, é inadequado’”, afirmou.

Em depoimento na semana passada no mesmo processo, o ex-ministro afirmou que Lula havia negociado pessoalmente com Marcelo e Emílio Odebrecht um pacote de vantagens ilícitas em troca de manter um bom relacionamento com o governo de Dilma Rousseff, que costumava ser mais dura com a empresa. :: LEIA MAIS »

LULA DEPÕE HOJE A MORO SOBRE COMPRA DE TERRENO E APARTAMENTO PELA ODEBRECHT

Lula cercado por manifestantes no dia do primeiro depoimento ao juiz Sérgio Moro. Foto: Alex Silva/Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depõe hoje (13) na sede da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba. Ele será ouvido às 14h pelo juiz Sérgio Moro, no segundo processo a que responde no âmbito da Operação Lava Jato. Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber vantagens indevidas do Grupo Odebrecht para beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras.

Segundo a denúncia do MPF, a Odebrecht comprou um terreno em São Paulo para a construção do Instituto Lula e uma cobertura em São Bernardo do Campo, vizinha ao apartamento onde o ex-presidente mora. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o valor das vantagens indevidas recebidas por Lula se aproxima dos R$ 13 milhões.

Para receber o ex-presidente, foi montado um esquema de segurança parecido com o do primeiro depoimento, que aconteceu em maio, porém, prevendo um número menor de manifestantes. Foram destacados cerca de mil policiais militares, além de representantes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), Guarda Municipal, Polícias Rodoviária Estadual e Federal, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre outros órgãos.

A expectativa é de que 50 ônibus cheguem a Curitiba com cerca de 5 mil manifestantes. No depoimento prestado por Lula em maio, esperava-se mais de 60 mil pessoas na manifestação e foram destacados cerca de 1,7 mil policiais militares, além dos agentes dos outros órgãos de segurança.

Com informações da Agência Brasil.

PALOCCI DIZ QUE TRAMOU COM LULA CONTRA A LAVA JATO

Em interrogatório, ex-ministro afirma que, ao lado do ex-presidente, participou de reuniões no sentido de buscar criar obstáculos à evolução da operação. Foto: Arquivo

Estadão

As últimas declarações do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil dos Governo Lula e Dilma, Antonio Palocci, em interrogatório nesta quarta-feira (6), perante o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, dão pistas da munição que ele terá caso feche sua delação premiada. Preso desde setembro de 2016, Palocci tenta fechar seu acordo com o Ministério Público Federal.

Moro questionou Palocci sobre uma declaração do ex-ministro: “Tentei ajudar a que não andassem as investigações da operação Lava Jato”. O magistrado quis saber se isto teria ocorrido ‘juntamente com o ex-presidente’.

“Sim”, disse Palocci. “Em algumas oportunidades, eu me reuni com o ex-presidente Lula e com outras pessoas no sentido de buscar, vamos dizer, criar obstáculos à evolução da Lava Jato. Posso citar casos se o sr desejar.”

Moro disse que não era necessário, pois ‘não era objeto específico’ da ação penal. Neste processo, o ex-ministro é réu com Lula por supostas propinas da Odebrecht.

Palocci foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato a 12 anos e 2 meses de prisão.

O Ministério Público Federal aponta neste processo que propinas pagas pela Odebrecht chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a estatal. Este montante, segundo a força-tarefa da Lava Jato, inclui um terreno de R$ 12,5 milhões para Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil. :: LEIA MAIS »

FACHIN NEGA PEDIDO DA DEFESA DE TEMER PARA SUSPENDER DEPOIMENTO À PF

ggg

Ministro mantém depoimento e diz que presidente tem direito de não responder. Foto: Nelson Jr/STF

Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (31) que o presidente Michel Temer poderá deixar de responder a perguntas que forem feitas pela Polícia Federal (PF) sobre as citações a seu nome nas delações da JBS. O presidente vai responder por escrito às perguntas da PF. Na mesma decisão, Fachin negou novo pedido da defesa para suspender o depoimento à PF até o fim da perícia de uma gravação que consta no processo.

Fachin entendeu que não cabe um pronunciamento dele sobre o pedido feito pela defesa para que Temer deixe de responder a perguntas que forem feitas pela PF sobre o áudio em que o presidente foi gravado em uma conversa com o empresário Joesley Batista, dono e delator da JBS. Para o ministro, o presidente tem o direito constitucional de não produzir provas contra si.

Em petição enviada a Fachin, relator do inquérito contra o presidente no STF, os advogados sustentam que Temer não pode prestar depoimento porque ainda não foi concluída a perícia que está sendo feita pela própria PF no áudio no qual Joesley gravou uma conversa com o presidente. No caso de rejeição do primeiro pedido, os advogados solicitaram autorização prévia para que Temer não fosse inquirido sobre a gravação.

Depoimento por escrito

Ontem (30), Fachin autorizou a PF a tomar o depoimento do presidente. De acordo com a decisão, Temer deverá depor por escrito e terá 24 horas para responder aos questionamentos dos delegados após receber as perguntas sobre as citações nos depoimentos de delação da JBS.

Na semana passada, a defesa de Temer recorreu ao Supremo para suspender a tentativa da PF de ouvir o presidente, investigado na Corte após ter sido citado nos depoimentos dos executivos da JBS. O pedido foi reiterado na manhã de hoje.

EM ÚLTIMA TENTATIVA PARA ADIAR DEPOIMENTO, DEFESA DE LULA RECORRE A STJ

Advogado de Lula Cristiano Zanin tenta adiamento do interrogatório junto ao STJ. Foto: Ricardo Stuckert

Advogado de Lula Cristiano Zanin Martins tenta adiamento do interrogatório junto ao STJ. Foto: Ricardo Stuckert

Em última tentativa para tentar adiar o depoimento de Lula ao juiz federal Sérgio Moro nesta quarta-feira (10), a defesa do ex-presidente decidiu recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tarde de ontem (9). Ontem, o juiz Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou o habeas corpus que pedia a suspensão da audiência.

O advogado Cristiano Zanin Martins ajuizou o habeas corpus argumentando que a Petrobras anexou “expressivo volume de documentos (cerca de 100 páginas.)” poucos dias antes do interrogatório de Lula, não havendo tempo hábil para que a defesa fizesse a análise. Para Zanin, estaria havendo cerceamento de defesa por “não haver viabilidade material de análise dessa documentação antes do interrogatório”.

O juiz Nivaldo Brunoni argumentou que a alegada juntada de documentação pela Petrobras foi requerida pela própria defesa e não está relacionada aos contratos indicados na denúncia. “Não há ilegalidade no não fornecimento de contratos e documentos que não digam respeito às imputações não contidas na denúncia”, explicou o relator.

Brunoni frisou que o juiz pode recusar a realização de provas que se mostrarem irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. “A ampla defesa não pode ser confundida com a possibilidade de a defesa escolher a forma que entender mais adequada para a prova, mesmo sem qualquer utilidade prática”, pontuou o magistrado.

O relator também negou a suspensão da tramitação da ação penal requerida pela defesa até que examinasse todos os documentos. “Foge do razoável a defesa pretender o sobrestamento da ação penal até a aferição da integralidade da documentação por ela própria solicitada, quando a inicial acusatória está suficientemente instruída”, escreveu Brunoni.

LULA E MORO FICARÃO FRENTE A FRENTE NESTA QUARTA-FEIRA

Foto: Montagem/Estadão

Foto: Montagem/Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará, pela primeira vez, frente a frente com o juiz federal Sérgio Fernando Moro, titular da 13ª Vara Federal, em Curitiba, como réu da Operação Lava Jato. O depoimento está marcado para as 14 horas desta quarta-feira (10).

Lula é acusado pela Procuradoria da República, e responde a cinco ações penais e um inquérito, por suposto recebimento de propinas das construtoras OAS e Odebrecht e tráfico de influência. O Ministério Público Federal imputa prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ampliação, reforma e decoração de um tríplex, no Guarujá (SP), e o custeio do armazenamento de bens, de 2011 a 2016, seriam “benesses” dadas ao petista, em troca de negócios na Petrobras.

Até o final da tarde desta terça-feira (9), 20 ônibus com manifestantes haviam chegado à capital do Paraná e outros 36 eram aguardados até hoje. Organizadores estimavam em 50 mil o total de defensores do ex-presidente.

A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Federal montaram um mega esquema de segurança para evitar confrontos e manifestações violentas na cidade durante a audiência. Há atos em defesa da Lava Jato e de Moro.
Informações do Estadão.

MORO VÊ ‘PROPÓSITOS POLÍTICO-PARTIDÁRIOS’ E PROÍBE LULA DE GRAVAR INTERROGATÓRIO

Lula-e-Moro

Lula e Moro. Foto: Montagem/Estadão

Estadão

O juiz federal Sérgio Moro proibiu a defesa de Lula de gravar em áudio e vídeo o interrogatório do ex-presidente, marcado para esta quarta-feira (10) na sede da Justiça Federal em Curitiba. Pela primeira vez Moro e Lula vão ficar frente a frente. O ex-presidente é réu na ação penal do caso triplex – imóvel situado no Guarujá, litoral de São Paulo, cuja propriedade a Lava Jato atribui ao petista, o que ele nega.

Todas as audiências da Lava Jato, desde o seu início, são gravadas em áudio e vídeo, por ordem de Moro. O juiz defende rigorosamente a publicidade de tudo o que consta dos autos, como prevê a Constituição.

A defesa de Lula, porém, requereu ‘a alteração da forma de captação das imagens da audiência para que seja registrado o que se passa em todo o recinto e não apenas o depoimento do acusado’. E comunicou Moro que ‘pretende gravar, em áudio e vídeo, a audiência’.
Nesta segunda-feira, 8, o magistrado vetou e pretensão do petista.

“Não se ignora que o acusado Luiz Inácio Lula da Silva e sua defesa pretendem transformar um ato normal do processo penal, o interrogatório, oportunidade que o acusado tem para se defender, em um evento políticopartidário, tendo, por exemplo, convocado militantes partidários para manifestações de apoio ao ex-presidente na referida data e nessa cidade, como se algo além do interrogatório fosse acontecer”, assinala Moro em sua decisão que frustra a estratégia da equipe do petista.

Para o juiz da Lava Jato ‘há um risco de que o acusado e sua defesa pretendam igualmente gravar a audiência, áudio e vídeo, não com finalidade privadas ou com propósitos compatíveis com os admitidos pelo processo, por exemplo, permitir o registro fidedigno do ocorrido para finalidades processuais, mas sim com propósitos políticopartidários, absolutamente estranhos à finalidade do processo.

O juiz amparou sua decisão de não autorizar a gravação extra no artigo 251 do Código de Processo Penal. “Será mantida a forma de gravação atual dos depoimentos, focada a câmara no depoente, pois é o depoimento a prova a ser analisada, e fica vedada a gravação em áudio e vídeo autônoma pretendida pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva.”

“A gravação pela parte da audiência com propósitos político partidários não pode ser permitida pois se trata de finalidade proibida para o processo penal”, alerta o juiz.

Moro ressaltou que ‘não houve consenso entre as partes’ acerca da gravação extraordinária, ‘tendo havido oposição tanto do Ministério Público Federal como da defesa de José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro), este acusado, aliás, com tantos direitos como o ex-presidente’.

“Na esteira do que afirmam o Ministério Público e a defesa de José Adelmário Pinheiro Filho, permitir que um profissional contratado pela parte registre a audiência poderia colocar em risco o sigilo da comunicação entre os advogados e entre os representantes do Ministério Público Federal, pois diálogos paralelos poderiam ser captados, e ainda geraria o risco de exposição desnecessária da imagem das pessoas presentes e que já informaram que não desejam que suas imagens sejam gravadas e expostas na ocasião.”

Em seu despacho, Moro assinalou que ‘para evitar qualquer afirmação equivocada de que se pretende esconder algo na audiência, informo que será efetuada, na referida data, uma gravação adicional de imagens do depoimento do acusado Luiz Inácio Lula da Silva, não frontal, mas lateralmente e que retratará a sala de audiência com um ângulo mais amplo’.

A gravação oficial será igualmente disponibilizada no processo às partes.

Veja no Leia Mais o que disse a defesa de Lula :: LEIA MAIS »

EM DEPOIMENTO COMO RÉU, LULA REBATE COMO FALSA ACUSAÇÃO DE TER TENTADO OBSTRUIR LAVA JATO

Lula nega interferência na Operação Lava Jato. Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Lula nega interferência na Operação Lava Jato. Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Reuters

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, em depoimento prestado como réu na Justiça Federal sob a denúncia de ter tentado obstruir as investigações da operação Lava Jato, que as acusações contra ele são falsas.

Logo após a denúncia ser lida pelo juiz no começo da audiência em Brasília, Lula afirmou: “Os dados são falsos. Eu faço política desde os 23 anos de idade”.

O ex-presidente é réu na ação ao lado de outras cinco pessoas, entre elas o ex-senador Delcídio do Amaral.

O caso teve origem quando Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, gravou uma conversa com Delcídio na qual o então parlamentar oferecia dinheiro, influência política junto ao Supremo Tribunal Federal e até uma rota de fuga em troca do silêncio do ex-dirigente da estatal na Lava Jato.

Delcídio foi preso por conta desta gravação e posteriormente fechou acordo de delação premiada com os investidores. Ele afirmou agir a mando de Lula, o que o ex-presidente nega.

No depoimento, Lula afirmou ainda que sua relação com Delcídio “era institucional”, e que não tem motivos para se preocupar com a delação de Cerveró. “Só tem um brasileiro que poderia ter medo de uma delação do Cerveró, que é o Delcídio”, disse o ex-presidente.




outubro 2017
D S T Q Q S S
« set    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  






WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia