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:: ‘Lava Jato’

42ª FASE DA LAVA JATO PRENDE EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS

Ex-presidente da Petrobras e Banco do Brasil. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (27) o ex-presidente da Petrobras e Banco do Brasil, Aldermir Bendine, durante a 42ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Cobra. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de Bendine, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.

Segundo as investigações realizadas até este momento, o ex-presidente, que comandou os órgãos federais, e pessoas a ele relacionadas teriam solicitado vantagem indevida em razão dos cargos exercidos para que o Grupo Odebrecht não viesse a ser prejudicado em futuras contratações da Petrobras. Em troca, o grupo empresarial teria efetuado o pagamento em espécie de ao menos R$ 3 milhões. Aparentemente, estes pagamentos somente foram interrompidos com a prisão do então presidente do Grupo Odebrecht. :: LEIA MAIS »

CONSELHO DO MINISTÉRIO PÚBLICO AMPLIA ORÇAMENTO PARA LAVA JATO EM 2018

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu hoje (25) ampliar a proposta inicial de orçamento do ano que vem para a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, de R$ 522,6 mil para R$ 1,65 milhão. Os recursos são destinados, sobretudo, para custear gastos com diárias e passagens de procuradores e servidores.

Para se atingir esse valor, foram retirados recursos de outras áreas do Ministério Público Federal (MPF), sendo reduzidos o orçamento para concursos e o reajuste dos valores de diárias. A medida foi proposta pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, relator do orçamento do MPF, atendendo integralmente o que havia sido solicitado pelos procuradores em Curitiba.

Bonifácio afirmou que a medida visa enviar uma mensagem positiva para a sociedade e a mídia, bem como “garantir a segurança” da atuação da força-tarefa, tendo em vista o “interesse público”. :: LEIA MAIS »

MORO NÃO MANDA PRENDER LULA PARA EVITAR “CERTOS TRAUMAS”

Lula. Foto: Alex Silva/Estadão

Estadão

Ao condenar Lula a nove anos e seis meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o juiz federal Sérgio Moro poderia ter decretado a prisão do petista, mas não tomou a medida. Moro alegou ‘prudência’ e a necessidade de se evitar ‘certos traumas’.

Moro condenou o ex-presidente no caso triplex. O juiz destacou na sentença que o réu adotou táticas de intimidação. “Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Mas o magistrado considerou. “Entretanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentar a sua apelação em liberdade.” :: LEIA MAIS »

MORO CONDENA LULA A 9 ANOS E MEIO DE PRISÃO POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Ex-presidente é condenado pela primeira vez na Lava Jato. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) – O juiz Sérgio Moro condenou nesta quarta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um tríplex no Guarujá, mas não determinou a prisão imediata de Lula.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, Lula recebeu da empreiteira OAS o apartamento tríplex e o pagamento de armazenamento de seu acervo presidencial como propina em troca de contratos obtidos pela construtora junto à Petrobras.

Esta é a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente é condenado pela Justiça.

A defesa de Lula nega todas as irregularidades e afirma ter apresentado documentos que comprovariam que ele não é dono do tríplex. Os advogados do ex-presidente alegam, ainda, que ele é alvo de perseguição política por parte de membros do Judiciário e do Ministério Público. Procurados após a sentença de Moro, os advogados não se manifestaram. :: LEIA MAIS »

DISSOLUÇÃO DO GRUPO DE TRABALHO DA LAVA JATO NA PF PREJUDICA AS INVESTIGAÇÕES, AFIRMAM PROCURADORES

Procuradores falam sobre o fim da equipe exclusiva da PF na Lava Jato. Foto: Ricardo Brandt/Estadão

Os procuradores da república que atuam na força tarefa da Lava Jato denunciaram nesta quinta-feira (6) uma dissolução do grupo de policiais federais que fazem parte da operação. A redução drástica do efetivo da polícia federal não é adequada a demanda e é vista como uma tentativa do governo de barrar as investigações.

“A anunciada integração, na Polícia Federal, do Grupo de Trabalho da Lava Jato à Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas, após a redução do número de delegados a menos de metade, prejudica as investigações da Lava Jato e dificulta que prossigam com a eficiência com que se desenvolveram até recentemente”, afirmam os procuradores, através de nota.

De acordo com o Ministério Público Federal, hoje, o número de inquéritos e investigações é restringido pela quantidade de investigadores disponível. “Há uma grande lista de materiais pendentes de análise e os delegados de polícia do caso não têm tido condições de desenvolver novas linhas de investigação por serem absorvidos por demandas ordinárias do trabalho acumulado”. :: LEIA MAIS »

EX-MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA DIVIDE CELA COM OUTROS NOVE PRESOS NA PAPUDA

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso pela PF por obstrução de justiça. Foto: André Coelho/ Agência O Globo

G1
O ex-ministro Geddel Vieira Lima está instalado em uma cela com outros nove presos no bloco 5 da ala A do Centro de Detenção Provisória da Papuda, bloco 5, a chamada “ala dos vulneráveis”, destinada a detentos com curso superior.

Na cela, há quatro treliches (três camas sobrepostas), com 12 lugares, no total, um dos quais ocupado pelo ex-ministro.

Geddel Vieira Lima chegou à Papuda por volta de 13h30 desta terça-feira (4), transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para onde foi levado depois de ter sido preso em Salvador por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

Na Papuda, como os demais presos, Geddel tem direito a duas horas de banho de sol e quatro refeições por dia. As visitas são às sextas-feiras.

A defesa do ex-ministro diz que a prisão é desnecessária porque faltam provas contra o ex-ministro (leia detalhes mais abaixo). :: LEIA MAIS »

CORTE DE VERBAS DEVE FORÇAR PF A SUSPENDER GRANDES OPERAÇÕES

Carro com agentes da Polícia Federal. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Época Negócios

Os problemas orçamentários da Polícia Federal não se limitam a suspensão da emissão de novos passaportes, conforme anunciado ontem pela instituição. A partir de agosto, a polícia deverá suspender grandes operações de combate a corrupção, inclusive parte das investigações relacionadas à Operação Lava-Jato, segundo disse ao GLOBO da cúpula da instituição. Com o corte de 44% no orçamento determinado pelo governo, a Polícia Federal não terá dinheiro para bancar passagens aéreas e diárias de policiais em viagens pelo país, entre outras despesas essenciais nas grandes operações.

“Em agosto param operações, para tudo. Não tem dinheiro para fazer mais nada”, disse o delegado.

Segundo ele, trata-se da mais grave crise financeira da Polícia Federal. O delegado lembra que nas gestões passadas o governo chegou a falar sobre cortes nas verbas da PF várias vezes, mas em nenhum dos casos a ameaça foi concretizada. Mesmo com algumas dificuldades circunstanciais, a polícia teve condições de manter os principais serviços e levar adiante as grandes operações, algumas delas com prejuízos para setores do próprio governo. Agora a situação seria diferente.

Com a escassez de recursos, a polícia não tem como comprar passagens aéreas, pagar diárias ou mesmo bancar voos das próprias aeronaves. Sem isso, delegados não podem planejar grandes operações. Em geral, prisões, conduções coercitivas e buscas de provas dependem da mobilização de policiais em vários estados e não apenas de agentes e delegados do unidade sede da apuração. As missões interestaduais são uma tradição da polícia e tem por objetivo garantir o sigilo e a surpresa da própria ação policial.

“Sem deslocamento de policiais, não tem operação”, afirma o delegado. :: LEIA MAIS »

TEMER DÁ POSSE A NOVO MINISTRO, QUE RESPONDE A POLÊMICA SOBRE LAVA JATO E PF

Temer dá posse ao ministro da Justiça, Torquato Jardim. Foto: Marcos Corrêa/PR

Temer dá posse ao ministro da Justiça, Torquato Jardim. Foto: Marcos Corrêa/PR

Empossado nesta quarta-feira (31) para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim é, na avaliação do presidente Temer, “seguidor fiel da Constituição Federal e dono de um perfil técnico, que ajudará a trazer novas ideias para o governo federal”. No domingo, o jurista foi indicado para assumir a pasta no lugar de Osmar Serraglio.

Antes de ocupar a vaga no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Jardim comandava o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União. Com mudança, o presidente da República ressaltou que a pasta ocupa uma posição central entre as instituições brasileiras.

“O Ministério da Justiça, que dedica-se a um amplo espectro de temas, todos de interesse do direito e da sociedade, da defesa do consumidor à política contra às drogas (…) da proteção às sociedades indígenas, ao acolhimento de refugiados”, disse o presidente. Ele ainda lembrou que a pasta lançou medidas como o Plano Nacional de Segurança para combater a criminalidade.

Lava Jato e PF

O novo ministro comentou as polêmicas envolvendo a sua ida para o Ministério da Justiça. As declarações sobre a Lava Jato e a possibilidade de mudanças na PF, por exemplo, foram inicialmente expostas por ele.

“O Brasil é institucional. Seja quem for na Operação Lava Jato, na Polícia Federal, no Ministério Público Federal, na Justiça Federal, a investigação continuará. Ela não depende de pessoas. Ela é institucional. O fato de o diretor-geral estar há muito tempo no cargo não é fator relevante na avaliação que vamos juntos fazer. Vou conversar com todos”, disse o ministro, referindo-se à associações de carreira da corporação”

“NÃO RENUNCIAREI”, DIZ TEMER EM PRONUNCIAMENTO

Temer rejeitou a possibilidade de deixar o cargo de Presidente da República. Foto: Alan Santos/PR

Temer rejeitou a possibilidade de deixar o cargo de Presidente da República. Foto: Alan Santos/PR

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (18), o presidente da República, Michel Temer, disse que não vai renunciar. Temer ser defendeu após a revelação do conteúdo de um áudio gravado pelo dono da JBS, em delação da Lava Jato, e solicitou ao Supremo acesso à gravação.

“Não renunciarei. Repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida, para os esclarecimentos ao povo brasileiro”

Temer falou que a gravação clandestina “trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada”. Ele afirmou que que “todo o esforço” de retirar o Brasil da maior recessão da história pode se tornar inútil com a divulgação de uma gravação gravada de forma clandestina.

“A revelação de conversa gravada clandestinamente . Portanto, todo um imenso esforço de retirar o País de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos “, afirmou.

Em sua defesa, o presidente destacou nunca ter autorizado o uso do seu nome de forma indevida ou sugerido que alguém fosse calado.

No ‘leia mais’, veja a íntegra do depoimento. :: LEIA MAIS »

FACHIN AUTORIZA ABERTURA DE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR TEMER E NEGA PRISÃO DE AÉCIO

O senador Aécio Neves é acusado de pedir propina para pagar sua defesa na Lava Jato. Foto: José Patrício/Estadão

O senador Aécio Neves é acusado de pedir propina para pagar sua defesa na Lava Jato. Foto: José Patrício/Estadão

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (18) abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer (PMDB), por suposto envolvimento em uma trama para ‘compra’ do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Donos da empresa JBS gravaram conversa com Michel Temer que comprova que o presidente consentiu com pagamento de mesada a Eduardo Cunha. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira (17) pelo Jornal O Globo.

Aécio Neves também foi alvo de um dos grampos. Na gravação, o senador pede R$ 2 milhões a Joesley Batista para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato.

Hoje cedo o senador foi afastado do cargo. Ele não poderá assumir qualquer cargo público, contatar outros investigados ou deixar o País. Havia uma expectativa de que o ministro Edson Fachin, do STF, decretasse a prisão de Aécio, após pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o requerimento foi negado pelo relator da Lava-Jato.

No despacho, Fachin disse que apenas um “eventual recurso” poderá ser incluído em pauta para análise do Congresso “no tempo mais breve possível” — o que depende de um pedido ou da defesa de Aécio ou da PGR, se esta quiser insistir na prisão do presidente nacional do PSDB.

Informações do Estadão.

DONO DA JBS GRAVA TEMER DANDO AVAL PARA COMPRAR SILÊNCIO DE CUNHA, REVELA O GLOBO

Michel Temer, ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha, antes de assumir a presidência. Foto: Andre Dusek/Estadão

Michel Temer, ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha, antes de assumir a presidência. Foto: Andre Dusek/Estadão

Os donos da JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim.

Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla a JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: “tem que manter isso, viu?”

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro a um primo de Aécio foi filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Nem Temer nem Aécio se manifestaram ainda sobre a declaração.

Segundo o jornal, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.

O colunista conta que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.

Joesley contou ainda que seu contato no PT era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff. Segundo “O Globo”, o empresário contou que era com Mantega que o dinheiro da propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados, e também era o ex-ministro que operava os interesses da JBS no BNDES.

JUSTIÇA FEDERAL SUSPENDE ATIVIDADES DO INSTITUTO LULA

Foto: Ricardo Stuckert

Foto: Ricardo Stuckert

Agência Brasil

O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, substituto da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu suspender as atividades do Instituto Lula, a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

A decisão foi tomada no processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu, junto com mais seis pessoas, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Segundo a denúncia, o ex-presidente agiu para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O processo teve origem na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Soares Leite entendeu que o Instituto Lula, apesar de desenvolver projetos de intuito social, pode ter sido usado como instrumento ou local de encontro para o cometimento de crimes diverso, entre os quais, ilícitos fiscais.

O magistrado destacou que o próprio Lula disse, em seu depoimento na ação, disse que o local era usado como ponto de discussão de diversos assuntos. O ex-presidente referiu-se ao instituto como “Posto Ipiranga”, em alusão a uma campanha publicitária sobre uma rede de postos em que se pode saber dos mais diversos assuntos.

“Como o próprio acusado mencionou que no local se discutia vários assuntos, e há vários depoimentos que imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal, a prudência e a cautela recomendam a paralisação de suas atividades”, escreveu Soares Leite. O juiz não determinou prazo para a suspensão das atividades.

Lula prestou depoimento nesta ação penal em meados de março. Na ocasião, ele negou todas as acusações e disse ser “vítima de um massacre”. Procurada, a defesa de Lula ainda não retornou os pedidos de comentário.

Instituto nega ilícitos

“O Instituto Lula não foi local de nenhum ilícito, e o ex-presidente sempre agiu dentro da lei, não tendo nenhuma condenação criminal. O Instituto promoveu debates, eventos e reflexões de políticas públicas, seguindo uma tradição de mais de 25 anos iniciada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (IPET), depois Instituto Cidadania e finalmente Instituto Lula. O Instituto não foi notificado oficialmente da decisão do juiz e seus advogados averiguarão as medidas cabíveis assim que tiverem o teor da decisão”, disse a instituição por meio de nota.

MORO VÊ ‘PROPÓSITOS POLÍTICO-PARTIDÁRIOS’ E PROÍBE LULA DE GRAVAR INTERROGATÓRIO

Lula-e-Moro

Lula e Moro. Foto: Montagem/Estadão

Estadão

O juiz federal Sérgio Moro proibiu a defesa de Lula de gravar em áudio e vídeo o interrogatório do ex-presidente, marcado para esta quarta-feira (10) na sede da Justiça Federal em Curitiba. Pela primeira vez Moro e Lula vão ficar frente a frente. O ex-presidente é réu na ação penal do caso triplex – imóvel situado no Guarujá, litoral de São Paulo, cuja propriedade a Lava Jato atribui ao petista, o que ele nega.

Todas as audiências da Lava Jato, desde o seu início, são gravadas em áudio e vídeo, por ordem de Moro. O juiz defende rigorosamente a publicidade de tudo o que consta dos autos, como prevê a Constituição.

A defesa de Lula, porém, requereu ‘a alteração da forma de captação das imagens da audiência para que seja registrado o que se passa em todo o recinto e não apenas o depoimento do acusado’. E comunicou Moro que ‘pretende gravar, em áudio e vídeo, a audiência’.
Nesta segunda-feira, 8, o magistrado vetou e pretensão do petista.

“Não se ignora que o acusado Luiz Inácio Lula da Silva e sua defesa pretendem transformar um ato normal do processo penal, o interrogatório, oportunidade que o acusado tem para se defender, em um evento políticopartidário, tendo, por exemplo, convocado militantes partidários para manifestações de apoio ao ex-presidente na referida data e nessa cidade, como se algo além do interrogatório fosse acontecer”, assinala Moro em sua decisão que frustra a estratégia da equipe do petista.

Para o juiz da Lava Jato ‘há um risco de que o acusado e sua defesa pretendam igualmente gravar a audiência, áudio e vídeo, não com finalidade privadas ou com propósitos compatíveis com os admitidos pelo processo, por exemplo, permitir o registro fidedigno do ocorrido para finalidades processuais, mas sim com propósitos políticopartidários, absolutamente estranhos à finalidade do processo.

O juiz amparou sua decisão de não autorizar a gravação extra no artigo 251 do Código de Processo Penal. “Será mantida a forma de gravação atual dos depoimentos, focada a câmara no depoente, pois é o depoimento a prova a ser analisada, e fica vedada a gravação em áudio e vídeo autônoma pretendida pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva.”

“A gravação pela parte da audiência com propósitos político partidários não pode ser permitida pois se trata de finalidade proibida para o processo penal”, alerta o juiz.

Moro ressaltou que ‘não houve consenso entre as partes’ acerca da gravação extraordinária, ‘tendo havido oposição tanto do Ministério Público Federal como da defesa de José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro), este acusado, aliás, com tantos direitos como o ex-presidente’.

“Na esteira do que afirmam o Ministério Público e a defesa de José Adelmário Pinheiro Filho, permitir que um profissional contratado pela parte registre a audiência poderia colocar em risco o sigilo da comunicação entre os advogados e entre os representantes do Ministério Público Federal, pois diálogos paralelos poderiam ser captados, e ainda geraria o risco de exposição desnecessária da imagem das pessoas presentes e que já informaram que não desejam que suas imagens sejam gravadas e expostas na ocasião.”

Em seu despacho, Moro assinalou que ‘para evitar qualquer afirmação equivocada de que se pretende esconder algo na audiência, informo que será efetuada, na referida data, uma gravação adicional de imagens do depoimento do acusado Luiz Inácio Lula da Silva, não frontal, mas lateralmente e que retratará a sala de audiência com um ângulo mais amplo’.

A gravação oficial será igualmente disponibilizada no processo às partes.

Veja no Leia Mais o que disse a defesa de Lula :: LEIA MAIS »

NOVA FASE DA LAVA JATO TEM COMO FOCO TRÊS EX-GERENTES DA PETROBRAS

um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobras. Foto: Divulgação

um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobras. Foto: Divulgação

Agência Brasil

A Polícia Federal, a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), cumpre hoje (4) mandados de prisão temporária, busca e apreensão e condução coercitiva em nova fase da Operação Lava Jato.

A ação tem como foco principal três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras, suspeitos de receber mais de R$ 100 milhões em propina de empreiteiras que eram contratadas pela estatal, além de operadores financeiros que utilizaram empresas de fachada para intermediar os pagamentos irregulares.

São investigados os crimes de fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os crimes referem-se a mais de uma dezena de licitações de grande porte da Petrobras, que foram fraudadas pelo grupo criminoso.

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, de acordo com as investigações, mediante o pagamento de vantagem indevida, os ex-gerentes agiam para beneficiar empreiteiras em contratos com a Petrobras, direcionando as licitações para as empresas que integravam o esquema.

Os pagamentos eram intermediados por duas empresas de fachada que simulavam prestação de serviços de consultoria com as empreiteiras e repassavam as vantagens indevidas para os agentes públicos corruptos por três formas: pagamentos em espécie; transferências para contas na Suíça; e pagamento de despesas pessoais dos ex-gerentes. :: LEIA MAIS »

MORO DETERMINA QUE DIRCEU DEIXE PRISÃO COM TORNOZELEIRA ELETRÔNICA

Dirceu está preso no Complexo-Médico-Penal de Pinhais desde agosto passado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Dirceu está preso no Complexo-Médico-Penal de Pinhais desde agosto passado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Agência Brasil

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, decidiu hoje (3) que o ex-ministro José Dirceu deverá deixar a prisão com o uso de tornozeleira eletrônica e permanecer na cidade onde reside, Vinhedo, no interior de São Paulo. A medida foi tomada um dia após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) revogar prisão preventiva de Dirceu na Operação Lava Jato.

“Há um natural receio de que, colocado em liberdade, [Dirceu] venha a furtar-se da aplicação da lei penal”, avaliou Moro no despacho, ao lembrar que o ex-ministro já foi condenado a cerca de 32 anos de prisão. “A prudência recomenda então a sua submissão à vigilância eletrônica e que tenha seus deslocamentos controlados”, completou o juiz, que havia decretado a prisão preventiva do ex-ministro.

José Dirceu também não poderá deixar o país e terá de entregar seus passaportes brasileiros e estrangeiros à Justiça. Moro também o proibiu de se comunicar com outros acusados e testemunhas nas ações penais a que responde, com exceção das testemunhas de defesa arroladas pela defesa do ex-ministro. :: LEIA MAIS »

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